Descubra agora o que é hunting e como funciona

Você sabe o que é hunting? Uma noção básica de inglês ou mesmo uma espiadinha no tradutor já deixam claro: trata-se de uma caçada!

Parece muito agressivo para o mundo corporativo? Será que a sua empresa deve utilizá-lo? Para responder essas perguntas, é importante saber, de fato, o que é hunting, como ele funciona e de que forma ele pode ajudá-lo a captar os melhores talentos do mercado. E é disso que trataremos neste post.

Ficou curioso? Então, continue lendo para tirar todas as suas dúvidas sobre esse processo e a sua importância para as organizações:

O que é hunting?

O hunting acontece quando o processo seletivo é caracterizado pela iniciativa e proatividade da empresa. Nesse caso, assim como em uma caçada, ela não se contenta em anunciar uma vaga e aguardar que os profissionais se candidatem ao posto.

Em outras palavras, no hunting a organização realmente caça o profissional. Ela pesquisa o mercado e descobre onde estão os principais talentos, mesmo que eles já estejam empregados. Então, entra em contato com eles e lhes faz propostas para atraí-los.

Isso é agressivo? Talvez alguns pensem que sim. Porém, essa “investida” é considerada uma prática relativamente comum, e amplamente aceita no mercado — principalmente quando se trata da ocupação de postos estratégicos, como os C-Level.

Nem sempre (ou poucas vezes) os melhores profissionais estão livres, sem qualquer vínculo com outras empresas ou empenhados em projetos próprios. Por isso, a única maneira de atraí-los é correr atrás desses candidatos ideais e lhes propor uma negociação direta.

Qual é a diferença entre hunting e search?

Diferente do hunting, o processo baseado em search não tem nenhuma agressividade. Trata-se da forma mais comum: anunciar a vaga e esperar que bons profissionais apresentem suas próprias candidaturas.

Em grande parte dos casos, o search já é suficiente para uma boa composição dos quadros de uma empresa — especialmente nos níveis mais operacionais. No entanto, quando falamos de postos táticos e estratégicos, essa situação é bem diferente.

Como o hunting funciona?

Como você pode imaginar, não é tão simples encontrar o candidato ideal para uma vaga. E, como dissemos, essa afirmação se torna ainda mais real quando falamos de postos altamente estratégicos, que exigem conhecimento, experiência e apresentação de resultados.

Portanto, para localizar o “alvo” perfeito, é essencial que o profissional dedique um bom tempo para estudar a sua companhia (e suas necessidades) e o mercado em que ela atua. Embora algumas empresas façam isso internamente, normalmente elas delegam esse papel ao headhunter.

Além disso, para que o hunting tenha sucesso e encontre um profissional totalmente compatível para a função, algumas definições precisam ser muito claras. Vejamos, então, quais são elas:

Definição do perfil do candidato

O que a empresa espera do profissional que pretende contratar? Basicamente, o perfil depende da resposta a essa pergunta. A descrição deve incluir:

  • aspectos técnicos: formação, experiência profissional, certificações, cargos exercidos;
  • aspectos pessoais: perfil comportamental e profissional, habilidades, expectativas para a carreira;
  • aspectos culturais: alinhamento entre os valores do candidato e a cultura organizacional — o que também é conhecido como fit cultural.

Quanto mais precisa é a descrição do perfil, maiores serão as chances de a empresa ou o headhunter encontrarem um profissional compatível. Por isso, é fundamental que ela seja baseada em dados, levando a contratação a atender às necessidades da organização.

Definição dos critérios da vaga

Agora é o momento de a empresa definir como será a atuação desse profissional, o que ele fará e o que ela tem a oferecer em contrapartida.

Nesse sentido, uma descrição exata da função é muito importante. Ela deve incluir as atividades que o executivo desempenhará, sua carga horária e metas a cumprir, entre outros aspectos. Seu objetivo é mostrar o tamanho do desafio que o profissional deve encarar.

Por outro lado, o que a empresa oferece? Entram nessa descrição a faixa salarial, o pacote de benefícios e outras políticas interessantes, que tornem o empregador atrativo para o profissional.

É muito importante contar com assessoria externa nesse momento. Quem já está inserido em um mercado mais amplo pode mostrar quando a sua oferta é incompatível com a concorrência, reduzindo suas chances de captar profissionais realmente excelentes.

Transparência no processo

Embora o seu interesse primário seja atender as necessidades da sua empresa, não se deve esquecer que o profissional que está sendo abordado já está colocado no mercado. Por isso, transparência é essencial.

Todos os termos da contratação e da função devem ser tratados de forma muito clara e direta. Além disso, a dinâmica de trabalho precisa ser explorada exaustivamente, bem como as metas impostas, os recursos disponíveis e as oportunidades que a companhia oferece.

Sem essa transparência, muitos dos melhores profissionais tendem a não demonstrar interesse pela proposta. Até porque dificilmente alguém deixa um cargo em que já tem sucesso e é reconhecido por uma colocação duvidosa.

Inclusive, falhas nessa transparência podem levar um profissional contratado via hunting a se arrepender da mudança em um curto prazo. Isso prejudica não só a carreira dele, mas impõe os custos de uma nova contratação à sua companhia, gerando prejuízo ao seu employer branding e dificultando a captação de outros talentos.

Quais são as ferramentas do processo de hunting?

O hunting tem uma grande vantagem: ao abordar o profissional, a empresa já tem em mãos uma série de dados favoráveis sobre ele. Afinal, se o profissional foi escolhido, isso significa que sua formação, resultados e conquistas já não estão sob avaliação.

Em outras palavras, elas são uma prova da competência e capacidade do profissional. Mas isso é o suficiente para o sucesso? Nem sempre! Um executivo que deu muito certo em uma organização pode ter um desempenho mediano ou até decepcionante em outra.

Por isso, a seleção no hunting deve se pautar não só em critérios técnicos, mas, principalmente, em fatores pessoais e comportamentais. Além disso, o fit cultural é de extrema importância.

Para lhe ajudar com isso, algumas das principais ferramentas disponíveis hoje são:

Testes de conhecimento

A formação e conhecimento técnico do profissional já não estão em questão. Ainda assim, ele pode ser submetido a testes para mostrar como os aplicaria aos desafios da empresa que está tentando contratá-lo.

Testes de cultura

Testes de cultura são extremamente importantes no hunting. Eles identificam características pessoais que podem ser consideradas essenciais na sua organização, de acordo com sua cultura organizacional e estrutura hierárquica.

Por mais tecnicamente qualificado que seja um profissional, sua história tende a ser curta em organizações nas quais ele não se encaixa ou com as quais não se identifica. Por isso, como dissemos, avaliar o fit cultural é essencial para iniciar uma longa trajetória de sucesso.

Entrevistas

Essa é, provavelmente, a experiência de seleção que proporciona um conhecimento mais profundo. A entrevista mostra como o profissional é, além de permitir que ele exponha suas experiências e objetivos a curto e longo prazos.

Serviços on-line

Sem dúvida, estes estão se tornando cada vez mais comuns, justamente por facilitarem o contato e agilizarem os processos. E, como seus resultados são registrados, esses serviços permite uma avaliação mais completa do profissional.

Enfim, agora que você entendeu o que é hunting e como ele funciona, acredita que a sua empresa deveria usá-lo com mais frequência para contratar seus líderes? Não se esqueça de explorar as ferramentas e dicas que passamos aqui para aproveitar ao máximo esse processo!

Então, o que achou do post? Sobrou alguma dúvida ou tem alguma experiência para dividir com a gente? Deixe-nos o seu comentário!

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