O Novo RH e o Design Thinking – como podemos fazer essa ligação?

Muitas mudanças estão ocorrendo a todo o momento no mercado. A cada instante surgem novas ideias e novos serviços que tornam os já existentes obsoletos. Hoje já não existe mais espaço para uma área que demora pra se atualizar, para criar algo novo e que trabalha em cima de processos densos e demorados. Essas mudanças estão exigindo que o RH atualize as suas práticas para continuar vivo e permanecer competitivo. Exige que os profissionais mudem a sua maneira de pensar, que o RH vá além de programas e processos construídos na sua sala, inferindo que sabem o que é melhor para os colaboradores da empresa. Diz respeito a ir perguntar, a fazer entrevistas, experimentar, conhecer as pessoas que serão afetadas por essas ações e deixar que elas façam parte dessa construção.

O Design Thinking é um método para resolver problemas complexos. Ele tira esse foco do processo para focar na pessoa e na experiência. Se formos pensar na lógica do ‘Customer Experience’, eles utilizam o Design Thinking para pensar na melhor experiência para o seu cliente,  procurando entender o que ele realmente quer, quais as suas dores e necessidades e como eles podem oferecer o melhor serviço, porque se eles não fizerem isso, outra empresa com certeza vai fazer. A partir disso, o RH deve enxergar os seus candidatos e colaboradores como seus clientes, entender que se eles não oferecerem a melhor experiência para essas pessoas, outra empresa certamente oferecerá. É colocar a experiência daquele indivíduo no centro de todas as suas ações.

 

Mas como o RH pode começar a agir dessa maneira?

Ninguém precisa jogar pela janela tudo que já construiu durante todos esses anos. A ideia é ir modificando a forma de pensar aos poucos, não ter medo de experimentar e dar errado. EMPATIA, COLABORAÇÃO e EXPERIMENTAÇÃO são os pilares do Design e é a partir destes pilares que devem ser construídas as ações da área. Não faz mais sentido uma área de RH, ou até mesmo uma Consultoria, receber a solicitação de um novo projeto e  desenhá-lo, sem realmente entender as necessidades das pessoas envolvidas, sem se colocar no lugar delas e sem colocá-las no centro dessa construção. Construir de forma colaborativa qualquer que seja o problema a ser resolvido, experimentando e prototipando as ideias para saber se elas realmente fazem sentido naquele contexto.

Existem inúmeras ferramentas no Design, baseadas nos pilares comentados acima, que podem ajudar o RH em todas as suas demandas, recrutamento, seleção, onboarding e, principalmente, em treinamento e desenvolvimento. Em pequenas partes desses processos de RH podem ser inseridas estas ferramentas na construção do perfil de uma vaga estratégica, na elaboração de uma dinâmica em grupo ou até reformulando todo um programa de educação corporativa.

Essas práticas se baseiam muito em entender o comportamento das pessoas: o que as motiva, porque elas fazem o que fazem, o que elas valorizam; sendo que,  já não é totalmente diferente do que o RH faz hoje em muitas empresas. A diferença é aprender o que fazer com essas informações. O RH pode reinventar todos os aspectos do trabalho: como acontece a interação das pessoas com este trabalho, como é o engajamento delas, o aprendizado e até mesmo realizar mudanças no próprio espaço físico. Utilizando esse modo de pensar, o RH pode passar a ser um “arquiteto de experiências” dentro da empresa e não mais um desenvolver de processos.

Autora: Ana Carolina – Consultora Neo Labor – Psicóloga – CRP 12/14888

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Comentários:

  1. As mudanças no cenário organizacional fazem com que não só o RH, mas todos os setores da empresa, utilizem novas ferramentas e processos para a melhoria contínua. Texto excelente! Parabéns ao site!

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